Entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026, empresas que fizeram opção pelo Simples Nacional ou pelo regime regular de IBS e CBS para 2027 podem cancelar o pedido. Esse cancelamento é irretratável. O prazo é importante, mas o principal risco é usá-lo sem fazer a conta.
As janelas de opção em si já terminaram: a do Simples foi até 15 de outubro e a do regime regular de IBS/CBS foi até 30 de outubro (Resolução CGSN nº 194/2026). Empresas em início de atividade têm regras próprias.
Primeiro: não confunda as duas opções
A opção pelo Simples define o regime da empresa. A opção pelo regime regular de IBS/CBS é uma escolha adicional para empresas que já estão no Simples e passam a recolher esses tributos fora do Simples. São decisões diferentes, com efeitos diferentes no preço, nos créditos e na relação com clientes e fornecedores.
Cancelar uma escolha sem entender qual delas está sendo alterada é um erro de processo.
A conta que começa pelos clientes
Se seus clientes são empresas que valorizam créditos tributários, a forma como IBS/CBS aparece na cadeia pode importar comercialmente. Se a maior parte da venda é para o consumidor final, a dinâmica pode ser diferente. Por isso, o planejamento de 2027 começa olhando para a operação, não para uma tabela isolada.
A conta dos fornecedores e dos créditos
Quem compra insumos e serviços com geração relevante de créditos precisa simular como esses créditos entram no resultado. Um regime aparentemente “mais barato” na alíquota pode não ser o melhor quando a cadeia inteira entra na conta.
A conta da margem e do caixa
Regime tributário afeta preço, prazo de pagamento, necessidade de caixa e margem. A decisão deve ser simulada com os números reais da empresa: faturamento, compras, folha, margem e perfil de venda.
Quando vale usar a janela de cancelamento
A janela é útil quando a escolha anterior foi feita com informação incompleta, quando houve mudança relevante na operação ou quando uma simulação mais atual mostra um cenário diferente. Não é motivo para cancelar “por garantia”. O objetivo é chegar a janeiro com uma decisão sustentada por números.
Como a Eiffel pode ajudar
A Eiffel monta os dois cenários, compara o impacto no caixa e na margem e mostra quais premissas fazem a diferença. Assim, a decisão deixa de ser “qual regime parece mais barato” e passa a ser “qual estrutura faz sentido para onde a empresa está indo”.
O prazo de 20 de dezembro existe para permitir revisão. Use-o como oportunidade para validar a decisão, não como convite para trocar no escuro.
Sua empresa fez uma escolha para 2027 e ainda não simulou os cenários? A Eiffel pode comparar as alternativas com os números reais da operação.



