Como preparar o caixa da empresa para o 13º salário e as despesas de fim de ano

O fim do ano costuma concentrar algumas das maiores despesas das empresas.

Além da folha de pagamento normal, o negócio pode precisar arcar com 13º salário, encargos, férias, impostos, fornecedores, compras de estoque, confraternizações e outros gastos sazonais.

O problema é que muitas empresas só começam a olhar para esses valores quando novembro está chegando.

Nesse momento, sobra pouco espaço para reorganizar o caixa.

Por isso, agosto é um bom período para projetar despesas, revisar entradas e criar uma reserva.

O objetivo não é apenas pagar tudo no prazo.

É cumprir as obrigações sem comprometer capital de giro, atrasar fornecedores ou recorrer a empréstimos de última hora.

Quais são os prazos do 13º salário?

O 13º salário é pago em duas parcelas.

A primeira parcela pode ser paga entre fevereiro e 30 de novembro.

A segunda parcela deve ser quitada até 20 de dezembro.

A empresa também pode antecipar o pagamento, desde que respeite as regras aplicáveis.

Como as datas são previsíveis, o custo deveria fazer parte do planejamento financeiro desde o começo do ano.

Mas, se a empresa ainda não criou essa reserva, ainda é possível começar a organização em agosto.

Por que o custo pode ser maior do que o empresário imagina?

O cálculo não depende apenas do salário fixo atual de cada empregado.

Também podem entrar na apuração valores de natureza salarial, como:

  • horas extras;
  • comissões;
  • adicional noturno;
  • insalubridade;
  • periculosidade;
  • mudanças de salário;
  • quantidade de meses trabalhados.

Admissões, afastamentos, férias e desligamentos também precisam ser considerados de acordo com cada situação.

Além do valor destinado ao trabalhador, a empresa deve projetar os encargos e recolhimentos relacionados à folha.

Por isso, uma estimativa feita apenas com base no salário do mês pode ficar abaixo do custo real.

Quais despesas costumam se concentrar no fim do ano?

Cada empresa possui uma realidade diferente, mas alguns gastos costumam aparecer ou aumentar entre novembro e janeiro:

  • 13º salário;
  • encargos trabalhistas;
  • férias coletivas ou individuais;
  • folha de pagamento regular;
  • impostos mensais;
  • fornecedores;
  • formação de estoque;
  • campanhas de fim de ano;
  • confraternizações;
  • bônus e premiações;
  • manutenção de equipamentos;
  • renovações de contratos;
  • despesas do início do próximo ano.

Esses compromissos podem coincidir com períodos de férias, queda de produção ou aumento nos prazos de recebimento.

Por isso, o planejamento precisa considerar entradas e saídas, não apenas as despesas.

Como preparar o caixa da empresa

  • Levante a quantidade atual de funcionários

Comece conferindo:

  • salários;
  • datas de admissão;
  • comissões;
  • horas extras;
  • adicionais;
  • férias previstas;
  • possíveis admissões ou desligamentos.

Essas informações ajudam a construir uma estimativa mais próxima da realidade.

  • Solicite uma projeção do 13º salário

A contabilidade pode estimar os valores com base nas informações disponíveis.

A projeção ainda poderá mudar até o fechamento, principalmente para empregados que recebem valores variáveis.

Mesmo assim, ela oferece uma base para o planejamento.

  • Inclua encargos e outras obrigações

Não olhe apenas para o valor líquido que será pago aos funcionários.

Inclua no planejamento os encargos, recolhimentos e demais custos da folha.

Também considere férias, impostos e compromissos já previstos para dezembro e janeiro.

  • Monte um fluxo de caixa projetado

O fluxo de caixa projetado mostra quanto a empresa espera receber e pagar nos próximos meses.

Liste:

  • saldo inicial;
  • contas a receber;
  • vendas previstas;
  • impostos;
  • folha;
  • fornecedores;
  • empréstimos;
  • despesas fixas;
  • despesas sazonais;
  • reserva para o 13º.

O objetivo é identificar antecipadamente os meses em que o caixa poderá ficar mais pressionado.

  • Crie uma reserva mensal

Depois de estimar o custo, distribua a formação da reserva pelos meses restantes.

Essa organização reduz a necessidade de retirar todo o valor do caixa de uma só vez.

O dinheiro reservado deve ser acompanhado separadamente para evitar que seja usado em outras despesas.

  • Revise os prazos de recebimento

A empresa vende à vista ou recebe em 30, 60 ou 90 dias?

Uma venda realizada em novembro pode só entrar no caixa em janeiro.

Por isso, o planejamento deve considerar a data real de recebimento, não apenas o faturamento.

Também vale acompanhar inadimplência e cobranças pendentes.

  • Analise estoque e compras

Empresas do comércio podem precisar aumentar o estoque para o fim do ano.

Mas comprar além da capacidade pode imobilizar dinheiro que será necessário para folha, impostos e fornecedores.

As compras precisam estar alinhadas com a previsão de vendas e o capital disponível.

  • Evite confundir saldo bancário com dinheiro livre

Ter dinheiro na conta não significa que todo o valor pode ser utilizado.

Parte do saldo pode estar comprometida com:

  • impostos;
  • fornecedores;
  • folha;
  • parcelas de empréstimos;
  • 13º salário;
  • despesas futuras já contratadas.

Uma boa gestão separa o dinheiro disponível do dinheiro comprometido.

  • Crie cenários diferentes

O planejamento não precisa considerar apenas o cenário ideal.

Monte pelo menos três possibilidades:

  • cenário esperado;
  • cenário com vendas menores;
  • cenário com atraso nos recebimentos.

Isso permite definir antecipadamente quais despesas podem ser adiadas e quais são indispensáveis.

10. Acompanhe o planejamento todos os meses

Uma projeção feita em agosto não deve ser esquecida até dezembro.

Faturamento, contratações, comissões e despesas podem mudar.

Por isso, a estimativa deve ser atualizada regularmente.

O que acontece quando a empresa não se planeja?

A falta de planejamento pode levar a decisões como:

  • usar o limite bancário;
  • contratar empréstimo de emergência;
  • atrasar fornecedores;
  • adiar impostos;
  • retirar dinheiro de outras áreas;
  • comprometer estoque e operação;
  • acumular multas e juros.

O custo de uma obrigação previsível pode ficar muito maior quando é financiado de última hora.

Qual é o papel da contabilidade?

A contabilidade possui informações importantes para o planejamento:

  • folha de pagamento;
  • encargos;
  • histórico de despesas;
  • faturamento;
  • tributos;
  • demonstrações contábeis;
  • contas a pagar e receber, quando integradas.

Uma contabilidade consultiva ajuda o empresário a interpretar esses números e entender o impacto das decisões no caixa.

O objetivo não é apenas calcular o 13º salário.

É ajudar a empresa a se preparar para pagá-lo sem prejudicar o restante da operação.

Conclusão

O 13º salário e as despesas de fim de ano possuem datas previsíveis.

Por isso, não deveriam ser tratados como imprevistos.

Quanto antes a empresa estimar os custos, projetar entradas e formar uma reserva, menor será o impacto no caixa.

O planejamento também permite que o empresário entre em 2027 com mais organização, evitando começar o ano com dívidas criadas em dezembro.

Na Eiffel, ajudamos empresas a entender seus números, antecipar obrigações e tomar decisões com mais segurança.

Sua empresa ainda não calculou quanto precisará reservar para o fim do ano?

Fale com a Eiffel e prepare o fluxo de caixa antes que novembro transforme uma obrigação previsível em uma urgência.

FAQ

Quando deve ser paga a primeira parcela do 13º salário?

A primeira parcela pode ser paga entre fevereiro e 30 de novembro.

Qual é o prazo da segunda parcela?

A segunda parcela deve ser quitada até 20 de dezembro.

Comissões e horas extras entram no cálculo?

Valores de natureza salarial, como comissões, horas extras e determinados adicionais, podem compor o cálculo do 13º salário.

Por que começar o planejamento em agosto?

Começar antes permite estimar custos, formar uma reserva mensal e corrigir possíveis faltas de caixa sem depender de crédito emergencial.

O faturamento da empresa pode ser usado como referência?

O faturamento ajuda na análise, mas não representa o dinheiro disponível. É necessário considerar prazos de recebimento, impostos, custos, despesas e valores já comprometidos.

Como a Eiffel pode ajudar?

A Eiffel pode apoiar a empresa na organização das informações contábeis, projeção das obrigações e análise dos números necessários para o planejamento financeiro.

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